domingo, 20 de setembro de 2009

Poema de amor primeiro


"Ainda que me fosse dito que amar não vale a pena.

Ainda que me mostrassem a dupla face do sentimento.

Mesmo que me forçassem a deixar de te amar.

Muito isso os custaria, pois de nada ao meu amor serei fraco

E de muito menos a ele serei infiel, ao dar-te juras de eternidade.

A ele serei cega se o preciso for, e por ele enfrentarei as adagas se me pedires

Por mais que pessa o mundo, que duvide de sua simplicidade, por ele serei fiel.

Ainda que as trevas invadam teu ser, e por ela resolvas seguir

Ao teu lado ainda ei de ficar,

para dar-te colo quando a treva passar

Ainda que resolvas que não te mereço, serei ainda mais fiel ao teu
amor

Pois a razão nunca impreou soberana sobre o coração

Mesmo que os deuses me oferaçam a eternidade, não a ceitaria sem que tu
estivesse ao meu lado para dar-me sentido à ela.

O caminho que o que escolhi passa junto ao seu

A história que venho a escrever o tem como primeiro personagem

E ainda que nela não existisse.

Daria eu um jeito de encaixar-te nela, tão bem quanto encaixo-me eu entre teus
braços e pernas.

Mesmo que o destino me pedisse a vida, preferiria eu a morte que deixar de amar-te.

Deixaria eu qualquer relíquia para ao teu lado ficar.

Abandoria qualquer paraiso se preciso fosse,

Mesmo porque o paraiso não é perfeito faltando um pedaço.

Ainda que me pusesse a prova da paixão que lhe tenho.

Forte eu o seria para que Teu esse amor continuasse sendo.

Pois nenhum desejo me tenta mais que o desejo de ter-te eternamente.

Ainda que me doa alma se te perderes por responsabiliade minha, não cansarei
em flagelar-me para seu perdão merecer,

E se acaso não conseguires, ei de eu mesmo dar-me cabo da vida,

Para que não convivas com seu desprezo.

Se a dor de não ter-te me arrebataria a alma, a dor de perde-te me arrancaria
o ultimo fio de vida, pois ela sem teu cheiro, tua cor, de nada me serve

Se não para matar-me cada dia mais de dor.

Por isso Amor meu, dou-te de todo meu amor para que como disse o poeta

Que não seja eterno, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto
dure.

E Se acaso o infito possa te ser menor, me avises aos poucos como se fizesse-me
carinho, va dizendo divagarinho como se fosses me contar um segredo para que não
me doas tanto, e para que eu me mate aos poucos e me acostume com a morte que há de chegar no
instante em que por mim seu amor acabar."